As comunidades acadêmicas da USP, Unicamp e Unesp realizaram paralisação na quarta-feira, 21, em resposta ao arrocho salarial imposto aos docentes e técnicos das universidades e à posição intransigente do Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp) de encerrar a negociação da data-base das categorias. Após a manifestação, as assembleias de docentes e técnicos das três instituições deliberaram por deflagrar greve por tempo indeterminado.

Em comunicado, a Associação dos Docentes da USP – Seção Sindical do ANDES-SN informou que “diante da intransigência do Cruesp, que insiste em arrocho e encerra a negociação salarial da data-base, em defesa da dignidade da categoria e da manutenção de condições de trabalho na universidade, pela abertura de todas as contas das gestões reitorais anterior e atual, pela reabertura de negociações efetivas com o Fórum das Seis, a assembleia docente deliberou por greve a partir de 27 de maio”.

A nota da Adusp Seção Sindical ressalta que “arrocho não é fatalidade, há espaço para negociação de política salarial digna!” e reforça ainda a importância dos docentes ampliarem “em cada unidade, em particular no seu círculo de trabalho acadêmico, a divulgação das razões, da legitimidade e da necessidade de realizarmos um movimento forte”.

Os técnicos já iniciaram as paralisações e a greve dos docentes das três universidades estaduais paulistas começa na próxima terça-feira, 27, com exceção de cinco campi da Unesp que já estão sem aulas. Na USP, alunos vinculados ao Diretório Central dos Estudantes decidiram apoiar o movimento grevista e também vão parar as atividades acadêmicas.

Fonte: ANDES-SN