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Com votação marcada para o dia 15 de abril de 2026, a Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb) atravessa mais um período de processo eleitoral, mobilizando estudantes, docentes, técnicas/os e analistas em torno da escolha da nova reitoria para o quadriênio 2026-2030.
A Associação de Docentes da Uesb (Adusb) reforça ser um momento essencial para o fortalecimento da democracia universitária e apoia integralmente a realização de debates públicos, para que a comunidade acadêmica conheça propostas, compare ideias e compreenda os rumos defendidos para a universidade.
Calendário de debates
No dia 20 de março, a Comissão Coordenadora do Processo Eleitoral da Uesb anunciou o cronograma oficial dos debates entre as chapas homologadas que concorrem aos cargos de reitor/a e vice-reitor/a para o quadriênio 2026–2030.
Os encontros acontecerão nos três campi da instituição, sempre no horário das 18h às 22h. Em Vitória da Conquista, o debate será realizado no dia 25 de março, no Teatro Glauber Rocha. Já no campus de Itapetinga, a atividade está marcada para o dia 31 de março, no Auditório Juvino Oliveira. Encerrando o ciclo, o campus de Jequié receberá o debate no dia 8 de abril, no Auditório Wally Salomão.
De acordo com a Comissão Eleitoral, os debates serão organizados em cinco blocos. As regras que irão orientar a condução dos encontros foram apresentadas, discutidas e formalmente aceitas pelas três chapas participantes durante reunião realizada em 20 de março de 2026.
Na atividade, acontecerá a participação direta da comunidade acadêmica, dentro do “Bloco 2 – Perguntas da Comunidade”, que permite docentes, discentes e técnicas/os analistas universitários enviem previamente questionamentos às candidaturas. A proposta é fortalecer o diálogo, aproximar as chapas da realidade universitária e ampliar a transparência do processo eleitoral. De acordo com a Comissão Eleitoral, todas as perguntas passarão por análise prévia, garantindo conformidade com critérios institucionais e respeito aos princípios de isonomia, impessoalidade e representatividade.
DCE promove debate estudantil na Uesb
O Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Uesb, Campus de Vitória da Conquista, está organizando um debate entre as chapas que disputam a Reitoria, no dia 26 de março, às 19h, no Teatro Glauber Rocha. A atividade propõe um diferencial importante em relação aos demais debates: os eixos de discussão serão voltados diretamente para temas que impactam a vida dos estudantes dentro da universidade.
Entre os assuntos que devem ser abordados estão ensino, pesquisa, extensão, assistência e permanência estudantil, pós-graduação, além de problemas recorrentes como a falta de professores, atrasos em disciplinas e questões orçamentárias.
A iniciativa busca cobrar das candidaturas compromissos concretos com a realidade discente, por isso, a participação das/dos estudantes é essencial para garantir que essas pautas ganhem centralidade no processo eleitoral.
Adusb cobra compromissos das chapas
A Adusb encaminhou um questionário às três chapas que disputam a reitoria da Uesb para o quadriênio 2026–2030. A iniciativa busca apresentar à categoria o nível de compromisso das candidaturas com a Pauta Interna de Reivindicações das/os docentes, aprovada em assembleia em outubro de 2025.
Entre os principais eixos, apresentados no documento, está a garantia de um ambiente de trabalho digno, seguro e livre de assédios, além do cumprimento dos direitos previstos nas legislações do magistério superior. A pauta também reúne demandas estruturais importantes, como melhorias nos espaços acadêmicos e administrativos, ampliação de creches, restaurantes universitários e serviços de saúde, além de melhores condições de trabalho, incluindo o pagamento de adicionais de insalubridade. Outro destaque é a valorização da carreira docente, com celeridade em processos administrativos, padronização de critérios e reconhecimento de funções exercidas.
Para contemplar também as lutas junto ao Fórum das Ads, será abordada a pauta externa, que tem entre os principais pontos, a reintegração do adicional de insalubridade, a revogação da reforma da previdência estadual e a reincorporação do anuênio. Além disso, os docentes cobram o aumento do financiamento das universidades e a execução desse orçamento, com a destinação mínima de 7% da Receita Líquida de Impostos e o cumprimento integral do orçamento, visando fortalecer o ensino, a pesquisa, a extensão e a permanência estudantil.
A Estatuinte também precisa de respostas. Construída como um processo participativo, envolvendo docentes, discentes e técnicos, ela é vista como estratégica para redefinir o modelo de gestão, a autonomia universitária e a organização acadêmica. No entanto, a ausência de definições claras sobre etapas, deliberações e implementação das propostas tem gerado expectativa e pressão por maior efetividade. Embora o movimento sinalize avanço formal, cresce entre os segmentos da universidade a cobrança por encaminhamentos mais concretos e prazos definidos para a conclusão das mudanças.
Para assegurar transparência e equidade, o mesmo conjunto de perguntas foi enviado simultaneamente a todas as chapas. As respostas serão organizadas em material informativo a ser divulgado pelos canais oficiais da Adusb.
Ao padronizar perguntas, o mecanismo evita discursos genéricos e permite que professoras e professores conheçam, de forma objetiva, quais são os compromissos concretos de cada chapa com as demandas da carreira docente. As questões têm como base reivindicações que defendem a autonomia universitária, o cumprimento de direitos e a construção de um ambiente de trabalho digno, seguro e livre de assédios e opressões.
A ideia primordial dessa ação é fortalecer a capacidade de análise crítica da categoria e contribuir para uma escolha mais consciente.
Adusb reforça defesa da Uesb
A Adusb permanecerá firme ao lado da categoria e da comunidade universitária, cobrando soluções, denunciando descasos e defendendo a universidade pública como patrimônio do povo baiano.
A presidenta da Adusb, Iracema Lima, afirma que “o movimento docente reunido em assembleia defendeu o voto universal, que, infelizmente, não foi aprovado pelo Consu. Nossa defesa partiu do princípio de que é fundamental ampliar e fortalecer espaços e práticas democráticas na Uesb. Nossa expectativa é que a/o candidata/o eleita/o para a Reitoria tenha o compromisso de defender nossa universidade nos espaços que vier a representá-la e trabalhe em defesa da sua democracia e transparência. Que construa uma Uesb livre de qualquer forma de opressão, que cuide da saúde mental da nossa comunidade e tenha uma política real de acolhimento. Que dispute orçamento público com vista à sua autonomia financeira e defenda o investimento de 7% da RLI para manutenção/expansão da UESB e 1% para a permanência estudantil. Que defenda o fim da lista tríplice e respeite os direitos trabalhistas das/dos suas/seus servidoras/res”.
Diante da realidade exposta, a Adusb segue atenta, mobilizada e pronta para enfrentar qualquer tentativa de precarização e intensificação do trabalho docente na Uesb. É no coletivo que a categoria avança, garantindo que nenhum direito seja retirado e que nenhuma violação seja normalizada.