Adusb leva a luta pelo fim da escala 6x1 e contra a precarização docente aos três campi da Uesb

Com carros de som e distribuição de panfletos, a mobilização ganha força em Vitória da Conquista, Jequié e Itapetinga, unindo a comunidade acadêmica à pauta nacional da classe trabalhadora.

O som da mobilização está a ecoar pelos corredores, praças e arredores da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb). Entre a quarta e quinta, 29 e 30 de abril, a Associação das/os Docentes da Uesb (Adusb) intensifica a campanha "A Vida Além do Trabalho" com uma ação de panfletagem e circulação de carros de som simultaneamente nos três campi da instituição: Vitória da Conquista, Jequié e Itapetinga.

O objetivo é dialogar abertamente com a comunidade acadêmica sobre o fim da escala 6x1 e a luta contra todas as formas de precarização que roubam o direito ao descanso e adoecem as/os trabalhadoras/es.Através dos carros de som, a Adusb desmonta o principal argumento dos opositores à Proposta de Emenda à Constituição (PEC 08/2025) que propõe o fim da escala 6x1.

A mensagem nos alto-falantes busca acabar com a jornada exaustiva não significa fechar comércio, laboratórios ou as portas da universidade aos sábados. Significa, sim, que o Estado e as empresas precisam  abrir novos postos de trabalho, realizar concursos públicos e criar escalas justas, sem explorar uma/um única/o profissional até à exaustão. Junto aos carros de som, a distribuição do panfleto "A Vida Além do Trabalho" traduz como essa lógica de exploração se aplica à realidade do Magistério Superior.

Se no comércio a precarização tem o formato de seis dias trabalhados para um de descanso, dentro da Uesb ela opera através de uma jornada também extenuante. O panfleto denuncia o trabalho invisível e não remunerado imposto às/aos professoras/es, como correções levadas para o fim de semana, a sobrecarga gerada pela falta de profissionais concursadas/os, a cobrança por produtividade e as intermináveis demandas institucionais via e-mail e grupos de WhatsApp fora do horário de expediente.

A síntese da mobilização, estampada nos panfletos entregues em mãos à comunidade acadêmica, é que nenhuma/nenhum docente deve trabalhar além do que estabelece o Estatuto do Magistério Superior. A Adusb reforça que a defesa de um ensino público de qualidade não pode custar a saúde mental da categoria. A orientação é que a/o docente cumpra estritamente a sua carga horária, não assuma sobrecargas para cobrir o déficit de pessoal e exerça o seu direito à desconexão.