Diga NÃO à precarização: Os milhões da terceirização e o desmonte da carreira na Uesb

Nesta quinta-feira, 7 de maio, a nossa Semana de Lutas se volta para o dia a dia de quem faz a universidade funcionar. A pauta é a denúncia contra o avanço silencioso e contínuo da precarização do trabalho e o excesso de contratação de empresas terceirizadas na Uesb.

O que o Governo do Estado chama de "modernização de gestão", os dados traduzem como destruição da carreira pública. A precarização tem rubricas próprias nas planilhas: "Locação de Mão de Obra", "Serviços de Terceiros" e "Tempo Determinado" (REDA). A terceirização não é mais exceção, mas a regra que drena dezenas de milhões para a iniciativa privada.

Tabela 4: O Custo do Desmonte e da Terceirização (Dados Oficiais)

Rubrica Orçamentária

Finalidade

Valor (2025)

Previsão (2026)

Locação de Mão de Obra

Apoio Administrativo / Técnico

R$ 41.000.000,00

R$ 37.000.000,00

Contratos REDA

Magistério Superior (Tempo Determinado)

R$ 3.640.000,00

-

Serviços de Terceiros (PJ)

Assistência ao Estudante Universitário

R$ 4.000.000,00

-

Serviços de Terceiros (PJ)

Realização de Processos Seletivos

R$ 2.400.000,00

-


A intensificação dessas formas de contratação é um projeto deliberado de substituição da força de trabalho. Ao evitar concursos públicos, o governo enfraquece a categoria, impõe baixos salários via CNPJs terceirizados e compromete a continuidade do vínculo acadêmico com a comunidade do Sudoeste baiano. Abertura imediata de concurso público para docentes e técnicos já!