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O 2 de Julho não foi um presente da história. Foi uma conquista arrancada pela força do povo baiano, pela coragem de mulheres e homens que enfrentaram a dominação colonial e lutaram pela verdadeira independência do Brasil.
Nas ruas, nos campos de batalha e na resistência popular, indígenas, negros, trabalhadores e trabalhadoras construíram uma das mais importantes páginas da nossa história. Nomes como Maria Quitéria, Joana Angélica, Maria Felipa e tantos outros simbolizam uma luta coletiva que derrotou as tropas portuguesas e afirmou a soberania popular.
Assim como o povo baiano escreveu uma das páginas mais importantes da história da Independência do Brasil, reafirmando que a soberania se constrói com coragem e mobilização, hoje também somos chamados a defender aquilo que garante a autonomia e a força da universidade pública.
"Direito se cumpre: Defender o Estatuto é fortalecer a Universidade." Este é o mote da campanha 2026 do Fórum das ADs e um compromisso com a democracia universitária, a valorização da carreira docente e o respeito às normas construídas coletivamente.
Defender o Estatuto não é apenas preservar um documento. É proteger a universidade como espaço de produção do conhecimento, de pensamento crítico e de transformação social.
Celebrar o 2 de Julho é lembrar que a liberdade nunca foi concedida: ela é fruto da organização, da resistência e da luta. Que essa memória siga inspirando a defesa da democracia, da educação pública, dos direitos sociais e da justiça para o povo brasileiro.
Viva o 2 de Julho! Viva a luta do povo baiano!