Adusb esteve no Cortejo do 2 de Julho e reforçou mobilização pela defesa da carreira docente e da universidade pública

A Adusb participou, nesta quinta-feira (2 de julho), do tradicional Cortejo da Independência da Bahia, em Salvador, ao lado das demais associações docentes que integram o Fórum das ADs. A presença da categoria no desfile cívico reafirmou o compromisso histórico com a defesa da universidade pública, da carreira docente e dos direitos conquistados pelas professoras e pelos professores das universidades estaduais baianas.

Integrando o bloco da campanha "Direito se cumpre! Defender o Estatuto é Fortalecer a Universidade", docentes ocuparam as ruas da capital baiana levando faixas, bandeiras e mensagens em defesa do Estatuto do Magistério Superior. A mobilização também denunciou a falta de diálogo do Governo do Estado com a categoria, que segue aguardando a retomada da mesa de negociações da pauta de 2026.

A participação da Adusb no Cortejo ocorreu logo após a realização do XVI Encontro das UEBA, promovido pelo Fórum das ADs, que reuniu representantes das quatro universidades estaduais para discutir os desafios da carreira docente e definir estratégias de mobilização.

Ao definir o Cortejo da Independência da Bahia como espaço de manifestação, a Adusb reafirmou  a importância de manter viva a memória das lutas populares que garantiram a emancipação do povo baiano. A história do 2 de Julho demonstra que direitos não são concedidos espontaneamente, mas conquistados por meio da organização coletiva, da participação popular e da mobilização permanente.

Durante todo o percurso, docentes reforçaram a necessidade de valorização da carreira, do cumprimento do Estatuto do Magistério Superior e da retomada imediata das negociações com o Governo do Estado, interrompidas há quase um ano. O silêncio diante das reivindicações da categoria tem aprofundado a insatisfação das professoras e dos professores das universidades estaduais, que cobram respostas efetivas para as pautas apresentadas pelo movimento docente.

Ao ocupar as ruas no 2 de Julho, docentes reafirmam que a luta em defesa da universidade pública, gratuita, de qualidade e socialmente referenciada permanece sendo construída de forma coletiva.

O mote "Defender o Estatuto é Fortalecer a Universidade" traduz o compromisso com a valorização da universidade pública e dos direitos de suas e seus docentes. Proteger o Estatuto significa defender conquistas históricas, assegurar condições dignas de trabalho e fortalecer uma instituição comprometida com a produção do conhecimento, a formação de qualidade e a transformação social.