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A diretoria da Associação de Docentes da UESB convoca professoras e professores sindicalizadas/os a participar, neste 7 de setembro, das mobilizações do 32º Grito dos Excluídos e Excluídas, com atividade em Vitória da Conquista. A Adusb levará às ruas a defesa do fim da escala 6x1 e da redução da jornada de trabalho para 30 horas semanais, sem redução salarial. A concentração começará às 10h, no Cruzamento entre as avenidas Régis Pacheco e Integração.
Em 2026, o Grito dos Excluídos e Excluídas tem como lema “Na defesa da Terra, da Paz e da Moradia, erguemos a voz: Mulheres Vivas e Soberania!”, mantendo como tema permanente “Vida em Primeiro Lugar!”. A mobilização deste ano chama atenção para situações em que a vida se encontra mais ameaçada e vulnerável, reafirmando a defesa da terra, da paz, da moradia e da soberania.
O lema também evidencia a violência contra as mulheres e o crescimento do feminicídio no país. Mais de 1.500 mulheres foram assassinadas no Brasil somente em 2025. A escolha do tema é resultado de debates realizados ao longo do ano nos diversos territórios onde o Grito está organizado, envolvendo sua rede de articuladores e articuladoras em todas as regiões do país.
Adusb leva às ruas a luta pelo fim da escala 6x1
A participação da Adusb nas manifestações deste 7 de setembro integra a mobilização do movimento docente em defesa de melhores condições de trabalho e da redução da jornada sem perda de direitos. A pauta foi reafirmada nas resoluções do 69º Conselho do Andes-SN (CONAD), que orientam o Sindicato Nacional.
Para a Adusb, a ocupação das ruas constitui instrumento fundamental de mobilização da classe trabalhadora e de fortalecimento da pressão social sobre o Congresso Nacional, visando à conquista e à garantia de direitos. A participação no Grito dos Excluídos e Excluídas reafirma o compromisso da Adusb com a luta coletiva e com a defesa intransigente de condições dignas de trabalho. Nesse sentido, é fundamental ampliar a mobilização e o debate em torno da redução e reorganização da jornada de trabalho, de modo a garantir tempo para o descanso, à convivência familiar, ao estudo, ao lazer e à participação política e social. A defesa de uma jornada que respeite os limites físicos e psíquicos da classe trabalhadora é parte da luta contra a intensificação e a precarização do trabalho e pela valorização dos direitos conquistados.
Um grito por direitos e transformação social
A história do Grito dos Excluídos e Excluídas está diretamente relacionada à construção de espaços de organização e mobilização popular. A proposta surgiu em 1994, durante o processo da 2ª Semana Social Brasileira, promovida pela CNBB, cujo tema era “Brasil, alternativas e protagonistas”. A iniciativa também foi inspirada pela Campanha da Fraternidade de 1995, que teve como lema “A fraternidade e os excluídos”.
O primeiro Grito foi realizado em 7 de setembro de 1995, com o lema “A vida em primeiro lugar”. Desde então, a mobilização passou a ocupar as ruas no Dia da Independência como contraponto ao chamado Grito da Independência oficial, propondo uma reflexão crítica sobre a realidade brasileira e sobre o sentido da soberania nacional.
Ao longo de sua trajetória, o Grito transformou o 7 de setembro em uma data de mobilização, consciência política e reivindicação. É um momento para celebrar e, sobretudo, para refletir sobre as desigualdades, denunciar violações de direitos e defender a construção de uma sociedade justa, solidária, plural e fraterna.
Em 2026, ao participar do 32º Grito dos Excluídos e Excluídas, a Adusb reafirma que defender a vida também significa defender direitos trabalhistas, condições dignas de trabalho e tempo para viver. Nas ruas, junto aos movimentos sociais e à classe trabalhadora, a entidade soma sua voz à luta pelo fim da escala 6x1 e por 30 horas semanais sem redução salarial.