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A Associação dos Docentes da Uesb (Adusb) vem a público manifestar seu apoio à paralisação das trabalhadoras e dos trabalhadores terceirizadas/os das empresas Creta e Java que seguem sem receber seus salários. Diante da precarização, reafirmamos nosso princípio: docente também é classe trabalhadora, e caminhamos juntas e juntos na luta por dignidade.
A pauta de reivindicação das/os terceirizadas/os da universidade é legítima. Salário é um direito básico e inegociável. A classe trabalhadora precisa de previsibilidade salarial para pagar suas contas, colocar comida na mesa e honrar seus compromissos no final do mês. Servidores terceirizados que garantem o funcionamento diário da Uesb não podem permanecer meses sem receber seus vencimentos, vivendo sob a tortura da incerteza e do descaso das empresas.
A Reitoria, mesmo publicando uma nota oficial alegando "compreender a legitimidade das reivindicações" das e dos terceirizados, precisa explicar à comunidade acadêmica os motivos que levaram a polícia militar a ser chamada para adentrar o espaço da universidade, no campus de Jequié, tendo em vista a paralisação e mobilização dos vigilantes.
Sem trabalhadores que asssegurem a segurança, a manutenção, a limpeza e as atividades administrativas a Uesb não funciona. A suspensão das atividades acadêmicas é apenas o reflexo de que o trabalho dessas pessoas é essencial e indispensável.
A Adusb segue firme e lado a lado com os servidores terceirizados. É de suma importância que os trâmites administrativos anunciados para os pagamentos diretos sejam efetivados com a máxima urgência, sem burocracias que atrasem ainda mais as contas das/os trabalhadoras/es.
Nossa solidariedade é de classe e é ativa. Nenhuma trabalhadora e nenhum trabalhador solta a mão de ninguém. Respeito à luta da categoria terceirizada! Salário é direito, previsibilidade é dignidade!