A democracia venceu, o Brasil venceu! Adusb parabeniza Lula e garante: seguiremos em pé e lutando

Vitória nas urnas é fruto de uma mobilização que tomou as ruas, as universidades e os três campi da Uesb. Agora, a vigilância e a luta continuam.

A Associação dos Docentes da Uesb (ADUSB) cumprimenta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela vitória no segundo turno das eleições de 25 de outubro. Mais do que o resultado de uma eleição, esta é uma vitória da democracia, da classe trabalhadora e do povo brasileiro, que disse não ao retrocesso.

Das ruas às urnas: uma vitória construída

Esse resultado foi construído com muita organização, formação política e presença nas ruas. Foram vários atos em defesa da democracia e por um novo rumo para o Brasil, livre do bolsonarismo e da extrema direita, que se organiza para retirar direitos das trabalhadoras e dos trabalhadores.

A mobilização docente da Uesb, encabeçada pela Adusb, se somou a um movimento nacional: milhares de pessoas ocuparam as ruas de Brasília, São Paulo, Porto Alegre, Fortaleza, Vitória e de tantas outras cidades, com forte presença de sindicatos docentes da base do Andes-SN.

O verde e amarelo é do povo brasileiro

O verde e o amarelo pertencem a todas e todos os brasileiros e brasileiras e não podem ser sequestrados por nenhum movimento político. Durante anos, o bolsonarismo e a extrema direita associaram as cores da nossa bandeira ao seu projeto político, uma narrativa que retirou de muita gente o sentimento de identidade e de pertencimento à nação.

A bandeira não é de um grupo, de um sobrenome nem de uma seita. É de quem acorda cedo para trabalhar, de quem ensina, de quem pesquisa, de quem estuda, de quem cuida. Retomar as nossas cores é retomar o direito de amar o país sem aceitar que ele seja sequestrado por quem o quer submisso e desigual.

Uma eleição decidida palmo a palmo

Ao longo da campanha, a Adusb acompanhou e divulgou em seu site e redes sociais, os principais fatos do período. No primeiro turno, Lula obteve 45,16% dos votos válidos, contra 47,03% de Flávio Bolsonaro, uma diferença de menos de dois pontos. A virada exigiu trabalho de base, conversa com a vizinhança, com a família e com a categoria.

Registramos também a vitória histórica da aprovação, no Senado, do fim da escala 6x1, conquista que só veio após pressão popular. Alertamos ainda para as ameaças ao orçamento público, incluindo o corte de R$ 250 bilhões anunciado por Flávio Bolsonaro, que atingiria diretamente a educação, a ciência e os serviços públicos.

A ADUSB seguirá em pé, vigilante e lutando

Que ninguém se engane: eleger não é governar, e governar não é o fim da luta. A Adusb é um sindicato independente, e é com essa independência que seguirá cobrando o governo. Vamos exigir valorização docente, financiamento público e permanente das universidades estaduais, respeito à autonomia universitária, recomposição salarial, concursos públicos, condições dignas de trabalho e a defesa intransigente da Uesb pública, gratuita e de qualidade.

Seguiremos nas ruas, nas assembleias, nos conselhos, nos corredores do poder, onde for preciso. Se for necessário cobrar, cobraremos. Se for necessário pressionar, pressionaremos. Se for necessário parar, pararemos.

Vêm aí mais quatro anos de muita luta, e não podemos baixar a guarda. A extrema direita não desapareceu: continua organizada, financiada e à espreita de qualquer brecha para atacar direitos. A resposta a ela é a mesma de sempre: organização, unidade e mobilização permanente.

Venceu a democracia. Venceu a empatia pelo ser humano, pelas pessoas, pelos que mais precisam do Estado. Venceu a ideia de que o Brasil é de todas e todos, e não de uma minoria que lucra com o ódio e a exclusão. Agora sim, o Brasil venceu. Democracia se defende todos os dias. Nenhum direito a menos! A luta continua!