
Radicalização do Movimento faz governo recuar e reabrir negociação
Foto: Emiriene Costa
A semana de ocupação da Assembleia Legislativa com a realização de uma série de atividades proporcionando visibilidade à greve com ampla cobertura garantida pela na mídia nacional (Bom Dia Brasil, Jornal Nacional, Hoje em Dia) foi um passo importante para que o governo recuasse com a sua intransigência ao ponto de trancar as negociações no dia 27 de maio e afirmar que não receberia mais o Movimento Docente.
A proposta consensuada como ponto de partida para reiniciar as negociações foi formulada pelo Fórum dos Reitores e apresentada aos professores na sexta, 03.
Ocupação na AL-BA continua
Professores e estudantes seguem ocupando a galeria de ex – Presidentes da Assembleia Legislativa da Bahia. A ocupação teve início na terça (31) com o objetivo de alertar a população para a situação precária das universidades e pressionar o governo a atender a pauta de reivindicação das categorias. A desocupação será avaliada, novamente, na segunda-feira, após Mesa de Negociação com o Governo. Enquanto a reunião estiver acontecendo, professores e estudantes estarão na porta da SEC demonstrando ao governo que não tolerará mais enrolação.
Assista ao Boletim da Greve
Já está sendo exibido o programa Informativo da ADUSB-SSind Boletim da Greve na TV – UESB.
Assista as duas edições que foram ao ar na quinta, 02, e na sexta, 03 diretamente na TV ADUSB ou no Canal da ADUSB-SSind no Youtube.
Terça, 07, tem Assembleia Geral Docente
No dia seguinte à reunião com o governo a categoria fará uma avaliação do andamento do movimento na Assembleia Geral que acontecerá no campus de Jequié, às 14h. Veja aqui o edital.
Moção de Repúdio ao Governador da Bahia
A Associação dos Trabalhadores em Educação de Lauro de Freitas (ASPROLF), filiada à CSP-Conlutas, cumprindo deliberação aprovada em assembleia no dia 01/06/2011, vem a público manifestar REPÚDIO ao Governador da Bahia Jacques Wagner por impetrar ação judicial contra a greve, legítima e legal, dos professores das Universidades do Estado da Bahia e por não cumprir à ordem judicial do Tribunal Pleno de Justiça contra o corte dos salários dos referidos profissionais da educação.
Para a ASPROLF, os Estados que têm administrações sérias e comprometidas com a educação e sua população não deixam mais de 60 mil alunos sem aula, tão pouco trata professores e, consequentemente, a educação com desrespeito e descaso. Além disso, um governo sério e comprometido deve prezar pelo cumprimento da Lei.
Nesse sentido, a ASPROLF espera que o senhor Governador Jacques Wagner, que foi sindicalista, cumpra com a ordem judicial que obriga o pagamento dos salários dos docentes e reabra as negociações com os representantes das Universidades, que estão em greve desde o início de abril, justamente reivindicando os direitos que lhes são justos.