
Na mensagem do executivo ao Congresso Nacional na abertura do ano legislativo, Dilma Rousseff (PT) apelou aos parlamentares que apoiem as “medidas de combate à recessão”. Dentre as propostas, a presidente citou uma nova reforma da previdência.
O objetivo seria aumentar a idade mínima e igualar o tempo para aposentaria entre homens e mulheres. Segundo noticiado pela grande imprensa, na proposta que o governo está elaborando, trabalhadores e trabalhadoras só se aposentariam aos 65 anos. “O conteúdo desta nova proposta, que deve ser combatido e derrotado, é mais um ataque aos trabalhadores, em especial às mulheres trabalhadoras. Novamente o governo apresenta uma proposta na lógica de jogar nas costas dos trabalhadores a conta da crise econômica”, declarou Paulo Barela, membro da Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas.
Unidade para derrotar os ataques do governo
Tanto a CUT quanto a Força Sindical se posicionaram publicamente criticando essa proposta de reforma da previdência. Porém, mais uma vez, a CUT tenta negociar um projeto do governo petista. Segundo seus dirigentes, é possível alterações no regime geral da previdência, desde que seja “apenas” para as futuras gerações, neste sentido, se mostram dispostos a negociar.
A CSP-Conlutas tem se posicionado inequivocamente contra qualquer reforma na previdência. Segundo Barela, a Central defende a unidade para derrotar essa reforma. “Nós chamamos a unidade com todas as centrais e organizações da classe trabalhadora que queiram entrar nessa briga e exigimos da CUT um posicionamento firme. Não aceitamos reforma na previdência para a atual geração, mas também não aceitamos para as futuras. A previdência não é deficitária e é uma obrigação dos patrões e dos governos. Quanto mais entidades envolvidas, maiores serão as chances de derrotar essa reforma. Esperamos que dessa vez possamos contar com todas as centrais nessa luta”, finalizou.
Fonte: CSP-Conlutas