A luta em defesa das universidades públicas tornou-se uma tarefa de resistência e muitos embates, sobretudo no período de ajustes fiscais propostos pelos governos federal e estadual. Buscando a unidade entre as categorias que compõem a comunidade universitária, a Adusb se reuniu com o Movimento Estudantil da Uesb e com a Afus nos dias 27 de agosto e 3 de setembro, respectivamente. Entre os debates estiveram presente temas como a lei 7176/97, Estatuinte e avaliação da greve.

Movimento Estudantil

Na quinta-feira (27), estudantes da Uesb do campus de Vitória da Conquista se reuniram com a Adusb. Foi feita uma avaliação da greve docente e da participação do Movimento Estudantil neste processo. Conforme proposto durante a greve, a Adusb realizará atividades conjuntas com os discentes para debater sobre política de permanência, universidade popular e redução da maioridade penal.

AFUS

Na quinta-feira (3), a Afus, representada pelo seu coordenador Francisco Carvalho, e a Adusb debateram as diversas frentes de luta em defesa da universidade e dos direitos trabalhistas. Entre os pontos abordados estiveram o Orçamento Participativo, revogação da 7176/97 e o processo Estatuinte da Uesb. Uma nova reunião está agendada para a próxima terça-feira (15) quando pontos como ataques aos direitos trabalhistas, PL 21.435 e a creche da Uesb serão discutidos.

A divergência entre as categorias é uma falsa polêmica e só interessa àqueles que buscam desmobilizar o movimento unificado e que trabalham pelo fim das Universidades Estaduais da Bahia. A Adusb, como sindicato classista, defende de forma intransigente respeito aos direitos trabalhistas, melhores condições de trabalho e uma política de permanência estudantil adequada às necessidades dos discentes. O objetivo das reuniões é construir encaminhamentos para viabilizar as lutas em defesa das pautas que unificam as três categorias.